Categoria: Entrevistas

Os seis Vingadores originais se reuniram com a Entertainment Weekly para falar sobre Ultimato, um dos filmes mais esperados do ano, sendo o 22° do Universo Marvel. Quase nada foi divulgado sobre o filme, inclusive os diretores, Joe e Anthony Russo disseram que grande parte do que está nos trailers não é real.

Apenas sabemos que Ultimato será o fim de alguns dos nossos queridos personagens. Kevin Feige também se juntou a conversa para falar sobre essa jornada até aqui.

Vocês não podem falar nada sobre Vingadores Ultimato, certo? Mas esse é o novo filme.

KEVIN FEIGE: correto.

ROBERT DOWNEY JR .: Isso mesmo.

Vocês querem inventar uma mentira ultrajante sobre os personagens de vocês?

JEREMY RENNER: A única coisa que posso garantir sobre Vingadores Ultimato, é que ele vai começar e então … vai acabar. Em algum ponto.

FEIGE: Não, não, não. Não diga isso!

RENNER: Ou é tudo contínuo. [Risos] apenas continua rolando!

 SCARLETT JOHANSSON: Eu vou ter um estresse pós-traumático depois dessa turnê de imprensa, quero dizer, honestamente que é bem estressante. No final de cada dia, eu fico acordada durante a noite pensando em todas as coisas que eu quase falei sem querer. Isso me deixa em pânico.

MARK RUFFALO: Ah, você acha que vai ter estresse pós-traumático?

JOHANSSON: [Sarcasticamente] Conte-nos sobre isso, Mark, como você se sente?

DOWNEY: Você é um infrator reincidente, Sr. Ruffalo.

Qual foi a maior coisa que você já contou sobre um filme, Mark?

JOHANSSON: [Para Ruffalo] Que tal aquela vez que você transmitiu os primeiros 10 minutos de Thor: Ragnarok?

DOWNEY: Isso, tem que ser esse.

RUFFALO: Esse foi o que fez com que os “grandões” da Marvel me dessem um puxão de orelha.

CHRIS HEMSWORTH: Espere, espere, isso foi realmente genial! Pode haver alguma estratégia nisso, porque o público riu muito durante aquela filmagem. Todos puderam ouvir a gente rindo. E eles disseram: “Deve ser bom!”

RUFFALO: Isso meio que se virou a meu favor, porque quando eu fui trabalhar na segunda-feira [no set do Vingadores] todo mundo correu até mim. Eu pensei que eles estavam vindo para gritar comigo – mas aí o Barry me deu um abraço e disse “Isso foi genial! Temos mais imprensa do que poderíamos ter pago!

FEIGE: Sim, Barry Curtis, nosso segurança supremo na Marvel Studios, que agora está imortalizado como guarda de segurança da Blockbuster em Capitã Marvel.

DOWNEY: [aponta para o entrevistador] Jogue suas cartas corretamente, tem uma breve participação pra você no futuro!

As pessoas sempre perguntam: o que vocês trazem para os personagens de vocês? Existem partes do seu personagem que se tornaram parte de vocês?

HEMSWORTH: Havia um sentido muito mais claro de quem o personagem era na primeira vez em que eu o fazia, e então… lentamente fui tornando o personagem mais brincalhão e divertido. Há mais de mim no personagem agora do que nunca teve. É o lugar mais honesto em que você pode operar como ator.

Conhecendo a todos, sinto que as relações pessoais começam a ecoar. O que você vê, a autenticidade do Homem de Ferro e do Capitão América quando estão na tela, há uma amizade real entre o Chris e o Robert. Então começa a transparecer, quer gostemos ou não.

CHRIS EVANS: É impossível não pegar um pedacinho. Sempre que você desempenha um papel, quando você está em um determinado espaço durante o dia todo, não pode deixar de levar parte desse lugar com você. Às vezes você desempenha papéis onde é muito cansativo, e pode ser algo como uma caverna escura, algo que você não pode esperar para terminar.

Outras vezes, você não pode esperar para estar de volta. E essa é a coisa divertida sobre o papel [do Capitão América]. Normalmente, quando você termina, fecha o roteiro e segue em frente. Este, você apenas colocou em hiato, porque você sabe que vai estar de volta. [Gestos para seus amigos do elenco] Da mesma forma que nós somos todos amigos, o personagem se torna um amigo também. É como se você estivesse visitando um “velho amigo”.

Como você se sente sobre isso, Robert? Você começou tudo isso.

DOWNEY: [Para Feige] Conscientemente ou não, Kevin, você nos colocou em uma posição onde vivíamos nossas vidas olhando uns aos outros nos olhos, fazendo esses momentos de grandes apostas, estando em apuros juntos, salvando uns aos outros e se preocupando uns com os outros. A insignificância de nossas vidas tem sido constante neste esforço massivo, e é impossível não ser humilhado por isso. [Pausa] Puts, se foi eu, então é completamente impossível.

JOHANSSON: Esses personagens lutaram com o passado deles, e eles lutaram com o seu destino, e acho que o que vemos nesses últimos 10 anos, somos nós nos tornando pessoas totalmente realizadas. Isso provavelmente reflete muitos dos sonhos que todos nós tivemos.

Quero dizer, apenas ter 10 anos crescendo, ter altos e baixos, e compartilhar nossas vidas uns com os outros, tem sido um verdadeiro pilar de força nos momentos mais malucos. Acho que é isso que o público também reage aos personagens, que vão crescendo de uma forma que reflete sua própria experiência.

Qualquer coisa que os atores tweetam ou falam sobre os personagens faz com que as pessoas realmente se exaltem. Isso parece estranho? Ou poderoso? Como vocês se sentem com isso?

RUFFALO: Um pouco assustado. Você se torna mais cuidadoso. Você tem uma responsabilidade maior. Você também vê o poder da narrativa. Uma coisa que eu acho sobre é realmente emocionante sobre esses filmes. é que eles se inclinam para frente na narrativa do bem contra o mal. Essas histórias tocam várias pessoas diferentes, com diferentes tipos de crenças.

E os Vingadores são realmente sobre se unir também.

RUFFALO: Sim. É sobre se unir. E também é sobre pessoas que tem suas diferenças, e Guerra Civil é o melhor exemplo disso.

[Downey coloca o braço em volta de Evans, os dois se apertam, sorrindo um para o outro.]

E olhe para vocês agora!

RUFFALO: Sim, eu sei, eles se amam! Eu sempre sinto que, de alguma forma, estamos sempre um ou dois passos à frente dessa cena política. Você sabe, os vilões vencem as vezes. E nós perdemos boas pessoas. E é preciso perder as vezes para você valorizar a vitória – e vencer não significa nada. Eu sinto que esta foi a última jornada em nosso … jogo final.

EVANS: Awwwww… olha o que ele fez aqui!

FEIGE: Muito bom, muito bom.

DOWNEY: isso é um ato redentor acontecendo em tempo real. Acho que você está quite com a Marvel agora.

[Risos]

Scarlett, a última vez que conversamos estávamos falando sobre a Viúva Negra e a falta de heroínas liderando nos filmes. Agora, há mais heroínas e você está fazendo um filme solo da Viúva Negra…

DOWNEY: Kevin, ela pode falar sobre o filme ou não?

FEIGE: Não anunciamos nada. Só anunciamos Ultimato e Homem-Aranha: Longe de Casa

JOHANSSON: O TEPT é real! Eu tenho tanta ansiedade!

Mas então, que papel você acha que a Natasha Romanoff e a Viúva Negra tiveram em mudar a forma como as pessoas enxergam heroínas? 

JOHANSSON: É uma boa pergunta. Eu não sei se tenho uma perspectiva total sobre isso, mas o personagem certamente cresceu. Eu acho que Jon Favreau (diretor de Homem de Ferro 2) ficou um pouco ofendido quando a chamei de “secretária sexy”. Ele ficou tipo: “Ela estava disfarçada!” Sim, verdade. Mas em Os Vingadores e o Soldado Invernal, ela teve a oportunidade de se tornar uma mulher que percebeu: “Oh, eu realmente não fiz nenhuma escolha ativa na minha vida.”

Como o Tony Stark fala no filme, o fim faz parte da jornada. Ano passado nos despedimos do Stan Lee depois de uma longa vida. Vocês tem alguma história comovente sobre ele ou em relação aos seus cameos nos filmes?

RUFFALO: Eu estava tão nervoso ao conhecê-lo, pensando se o meu papel como Hulk o agradaria. Eu só o encontrei na premiere de Os Vingadores. Cheguei próximo a ele e ele disse: Muito bem, garoto! E eu fiquei tipo isso é incrível, obrigado Sr. Lee! Além do Robert e do Kevin, eu não sabia se ele também ficaria feliz com o meu trabalho.

 E você Robert, conheceu o Stan Lee no primeiro Homem de Ferro?

DOWNEY: Sim, mas eu penso logo na cena de Guerra Civil quando o Rhodey e Tony estão tendo um momento no final e Lee está fazendo o papel do cara do Sedex. Ele é igual a gente, realmente o cara, mas ele é só mais um brincalhão e devemos capturar esses momentos na câmera também. E quando começamos a gravar ele fala “Eu tenho uma entrega para Tony Esterco!” (risos). Depois disso foi só ladeira abaixo. depois do primeiro take é tudo ladeira a abaixo.

SCARLETT: Eu tive uma experiência parecida com a do Mark. Eu acho que o conheci depois da premiere de Homem de Ferro 2, estava realmente nervosa. Eu não sabia como o público iria reagir à minha interpretação da personagem, principalmente porque eu não fui a primeira opção para fazer o papel. Mas depois o encontrei no cinema e ele estava muito animado o que me deixou bastante aliviada.

Alguns filmes caem no esquecimento depois de uma semana. Os filmes da Marvel duraram por uma década. O que vocês querem que as pessoas vejam nesses filmes daqui a 30 anos?

FEIGE: Vamos só esperar  que eles ainda estejam falando sobre os filmes em 30 anos. Isso seria legal.

RENNER: Eu absolutamente garanto isso. Quer dizer, é impossível que não falem.

FEIGE: Bem, nós estamos seguindo os passos do que Stan e Steve Ditko e Jack Kirby estavam fazendo quando eles eram um pequeno grupo em um escritório em Manhattan, se divertindo.

No final de tudo o que é engraçado é que atores me intimidam. Eu fico intimidado porque estou em frente a esses super-heróis com quem tenho sonhado. Eu levo uns 10 anos para me sentir confortável com as pessoas.

DOWNEY: [Sobre Feige] Eu vou só dizer isso, e você não vai gostar de ouvir.. Eu percebi com o tempo, nos últimos dias até, que se você olhar nos olhos de Kevin, ele está olhando para nós com amor, como um pai orgulhoso.

FEIGE: E como eu costumava olhar para vocês?

RENNER: Com desdém!

DOWNEY: Você costumava olhar com cara de preocupação. Só quero dizer que é realmente incrível que esse trabalho tenha sido um trabalho de amor, e você pode olhar para ele como um pai consciente. Agora vejo medo nos seus olhos (risos). Mas antes, tinha amor no seu coração e nos seus olhos por tudo isso e por todos nós.

FEIGE: Eu não tenho nenhum arrependimento, criativamente falando. Mas me arrependo de  não termos tido mais momentos como esse juntos.

Assista Vingadores: Ultimato a partir do dia 25 de abril, nos cinemas

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Quando a Marvel contatou o Chris Evans oferecendo um contrato de nove filmes, ele recusou, então o estúdio voltou atrás e diminui a quantidade de filmes para seis, mas Evans recusou novamente. Ele aceitou um convite para visitar a Marvel Studios, quando a empresa tinha sido recém comprada pela Disney, mas ele deixou claro que não estava planejando mudar de ideia.

A Marvel continuou persistindo e então Evans só resolveu aceitar a proposta após um telefonema encorajador de Robert Downey Jr, e falar com alguns amigos íntimos, em seguida, correu direto para um terapeuta pela primeira vez em sua vida adulta. Ele ama terapia agora, e vai sempre que seu horário permite, mesmo que nada esteja particularmente errado’’. 

Robert diz que assistiu Evans evoluir significativamente no decorrer de sua década na Marvel.

“Eu estive em centenas de cenas com esse cara, e ninguém ri mais do que ele. Às vezes ele me deixa constrangido, tipo, ‘Eu deveria ser mais engraçado?’ é como se ele estivesse apenas se libertando da ansiedade, eu também vi ele nesses últimos 10 anos, deixar de ser alguém que tinha ansiedade social para alguém que se tornou cada vez mais confortável por ser ele mesmo”



Robert também elogia Chris Evans como a pessoa mais engraçada nas mensagens de texto, maneira através da qual os principais ‘Vingadores’ se mantem em contato quando não estão juntos.

“Passei muito tempo apenas em repouso com esse cara, no set” diz Robert “Você sabe – o escudo está na mesa, e estamos esperando as câmeras ficarem prontas e posicionadas, eu tive alguns dos meus melhores momentos de gratidão quando ele estava olhando para mim na minha armadura, e eu olhando pra ele em seu uniforme, e estamos tipo, ‘Jesus, isso ainda está funcionando? Quanta sorte nós temos?’ “

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Como vocês sabem o Robert é super fã da série Mr. Robot, e no começo de Junho ele visitou o set de filmagens em Nova York. Poucas semanas depois da visita ele bateu um papo por telefone com o ator Rami Malek, que interpreta o personagem Elliot Alderson na série. A entrevista está maravilhosa! Confiram:

ROBERT DOWNEY JR .: Sr. Malek, como está se sentindo? O que está fazendo agora?

RAMI MALEK: Neste momento, eu estou promovendo a série. Temos uma daquelas semanas de hiato, porque, como você sabe [Criador de Mr. Robot], Sam [Esmail] está dirigindo tudo. Ele tem uma semana de preparação, antes de completar a segunda temporada de Mr. Robot.

DOWNEY JR .: Você faz algumas comparações entre um diretor/parceiro criativo [Sam] e um irmão [Sami], que ambos possuem nomes parecidos?

MALEK: Sim, eu faço. Ambos têm, no tempo que temos passado juntos, praticamente me dito exatamente o que fazer com a minha vida. [Risos] Há algumas semelhanças impressionante entre os dois: Eles são ambos egípcios, e vagamente se assemelham.

DOWNEY JR .: É engraçado como isso funciona. Agora eu não vou começar perguntando sobre relacionamentos, em caso de você estar pensando isso. Eu estou numa posição assustadora e percebendo que é uma tarefa difícil entrevistar alguém apropriadamente. O que diabos é Buster’s Mal Heart?

MALEK: Eu li este script muito experimental na primeira temporada que estávamos filmando [Mr. Robot]. Era um script muito poético e legal, e deixou muito para a imaginação. Portanto, muito do que era apenas descrições de cena, gostaríamos de improvisar o diálogo. Isso foi algo que eu olhei e pensei, “Bem, eu provavelmente nunca vou ter a chance de fazer algo assim de novo.” Eu acho que agora está feito. Sarah Adina Smith dirigiu e está editando-o, e provavelmente, está exibindo-o em festivais agora.

DOWNEY JR .: Eu quero assistir!

MALEK: Talvez nós iremos apresenta-lo juntos. Não vai ser tão elaborado como os seus filmes, mas….

DOWNEY JR .: [risos] Olha, é uma via de mão dupla, amigo. Primeiro de tudo, você vai está na cidade próxima quarta-feira?

MALEK: Não estarei. Que tipo de aventura divertida você planejou?

DOWNEY JR .: Eu tinha algumas ideias, mas tanto faz. Eu acho que se eu quiser vê-lo em um futuro próximo, terei que ir ao set novamente.

MALEK: [risos] Aquilo foi incrível. Você me transformou em um herói quando você veio ao set. Sem brincadeira. Eles estavam tipo, “Você o conhece?” “Como você o conhece?” Eu sabia que era muito legal te conhecer, mas o mundo começou a me dar mais atenção naquele dia no set. Talvez eu tenha elaborado muito sobre o nosso relacionamento e comecei a fantasiar que era mais do que realmente era. Não, eu só disse a eles o quão próximos éramos e que a gente saía, celebrávamos feriados juntos, assistíamos filmes juntos, o que é tudo verdade!

DOWNEY JR.:[risos] Quero dizer, foi ótimo vê- lo, e muito agradável conversar com o [Christian] Slater. E, sem revelar muita coisa, eu estava apenas feliz de ter sido capaz de ver uma cena com você e Slater, uma cena que deixou tudo para a imaginação.

MALEK: Normalmente eu olho por trás do monitor e vejo Sam e Joe Schmo lá. “Ok, o ícone do cinema Robert Downey Jr., um dos maiores atores que marcam este planeta, está olhando o monitor enquanto eu gravo uma enorme quantidade de cenas experimentais até que alguma, possivelmente, preste.”

DOWNEY JR.: Agora, deixe-me lhe dizer uma coisa, aquele primeiro take foi o take. Provavelmente não é o que vai aparecer no episódio, mas foi perfeito o jeito que você ousou experimentar aquilo que você fez (no set), você se entregou completamente e não iria ficar envergonhado se fosse orientado em outra direção. Eu achei aquilo corajoso, e vital, e impressionante. Sem entrar em muitos detalhes, você fez alguns sons no set que eu nunca tinha ouvido ser feito antes. E eles foram apropriados para a situação.

MALEK: [risos] Eu senti que esse era o caso. Sabe o que é engraçado, eu lembro que você disse, “O que há de errado com o primeiro take?” E eu disse, “Sim, Sam, o que tem de errado com o primeiro take?” Nós estávamos fazendo uma cena cerca de três semanas depois, e Sam veio até mim, filmamos alguns takes, e foi isso, e seguimos em frente. Eu queria mais um desesperadamente. Ele disse: “Eu estava conversando com Downey, quando ele estava no set …” Ele perguntou-lhe, penso eu, quantos takes funciona normalmente com você, e você disse algo como: “O primeiro é muito bom. O segundo é mais para aperfeiçoá-lo.” Então ele olha para mim e diz: “Bem, você sabe, Downey só precisa de dois takes.”

DOWNEY JR .: [risos] Normalmente, eles estão apenas se aquecendo tecnicamente, também, e geralmente, eles estão deixando acontecer o que não deveria estar acontecendo no primeiro take porque ninguém realmente leva o primeiro take muito a sério. Mas eu aposto que um filme composto inteiramente de primeiros takes seria extraordinário.

MALEK: Até que não é uma má ideia. Esse é o filme que faremos juntos!

DOWNEY JR .: Esse é o caminho que Buster’s Mal Heart está seguindo. Isso vai além do experimental. Você vai sair com sua família enquanto você estiver na cidade? Como está todo mundo?

MALEK: Eu vi todo mundo ontem. Todos deram uma passada lá em casa. Eu estava trabalhando apenas em algumas cenas para a série e lendo um script e tentando fazer o que tinha que ser feito, e eu percebi rapidamente que não ia conseguir porque minha irmã vai se casar, e ela queria ajuda para encontrar algumas das roupas do meu pai para tecer em seu vestido de casamento. Isso foi legal. Acabamos ficando nostálgico e relembrando dos bons velhos tempos. Foi uma experiência divertida e de ligação entre a gente, o que substituiu todo o trabalho.

DOWNEY JR .: A partir do momento que comecei a assistir Mr. Robot, eu automaticamente pensei “Oh, esse cara é claramente um ator local.” Não foi o fato de que você não se incomodou em fingir que é necessário um sotaque de Nova York para ser um nova-iorquino, porque tudo é tão diferente hoje em dia. Só estou dizendo, porque o personagem se identifica com esse tipo de submundo Costa Leste, estilo vibes de Nova York. Você se sente em casa quando está lá? Ou é mais o fato de que é o lugar de existência do Alderson?

MALEK: Eu sempre senti que pertencia a Nova York. Crescer [em Los Angeles.] e ter uma família aqui foi algo que eu, é claro, adorei, porque eu estava cercado por essas pessoas. Mas desde a primeira vez que eu fui lá, eu me senti ligado à maneira como as coisas se movem, o ritmo, a capacidade de iniciar uma conversa com alguém. Eu sei que muitas vezes as pessoas dizem que é difícil falar com pessoas em Nova York. Eu acho que, as vezes, é mais difícil em L.A. Mas eu gosto da vibe do bairro, eu gosto de ficar no trem e ir a qualquer lugar com aquela velocidade, ter tudo à minha disposição. A cultura, o ritmo, tudo isso. Eu gosto de me sentir como se eu estivesse em uma selva de concreto. Eu sei que não é o seu lugar favorito, mas-

DOWNEY JR .: Bem, você sabe, eu sou de lá, então eu tenho uma relação de amor/ódio. Pergunte a qualquer nova-iorquino. Agora, está tudo bem se eu fizer uma pergunta muito comum sobre a segunda temporada?

MALEK: Pode perguntar.

DOWNEY JR .: Esta é provavelmente a coisa menos interessante que eu poderia perguntar, mas eu estou tentando ser vago. Eu sinto como se estivesse fazendo uma entrevista da Marvel agora, e eu sou a pessoa que não vai conseguir nenhuma resposta que eu quero.

MALEK: Você seria a única pessoa que poderia conseguir a maior quantidade de respostas, então eu sinto que você poderia sair  impune daqui.

DOWNEY JR .: [risos] Você sabe, eu sou um trabalhador entre trabalhadores hoje, e isso serve-me bem. O quão viciado o Elliot vai estar quando encontrarmos com ele na segunda temporada?

MALEK: Eu vou dizer que ele estará muito, muito focado, se me permite.

DOWNEY JR.: Ótimo. E, como um cara que nunca foi preso ou encontrado com qualquer tipo de armas ou drogas, como foi trazer a vida na primeira temporada uma pessoa que é bastante instável? Ele estava super focado dentro desse mundo, então este é um novo tipo de foco que você está falando.

MALEK: Alguns costumes canadenses podem argumentar sobre essa questão, mas ele estava extremamente focado no ano passado. Ele tinha um objetivo, e obviamente ele estava usando drogas como um meio de fugir e adiar o seu objetivo, fazendo a situação ficar um pouco mais fácil de se desenvolver de alguma forma. Nesse ano, ele enfrenta sua realidade de ter esse tipo de dupla existência, sabendo que a existência do Mr. Robot é real. Isso cria um foco totalmente diferente para ele. Eu acho que ele está em uma posição muito delicada nos primeiros momentos. Por mais que eu achasse que conhecia e entendia este personagem que estava vivendo, eu percebi que ainda havia muita coisa a ser descoberta sobre ele.

DOWNEY JR .: Isso é incrível. Isso pode ser uma coisa realmente transformadora quando você percebe que tudo o que aconteceu nesta última temporada, te consome um pouco, mas você está sempre começando da estaca zero. Eu vi você na série. Eu lhe procurei. Nos tornamos próximos. Então eu vi que você não emagreceu ou engordou, mas você parecia diferente. Você parecia um cara que não estava trabalhando. Então eu vi você em Nova York, e foi como se você tivesse perdido bastante peso; agora eu tenho certeza que não foi tanto assim. Mas todo mundo pensa: “Ele está apenas estressado.” Mas isso foi uma escolha sua muito específica de voltar ao peso exato que você estava. Como foi esse desafio, esse processo para você?

MALEK: Essa é uma boa pergunta. Se eu ganhar, tipo, cinco ou dez quilos, faz a diferença. Para isso, eu me lembro do Sam me dizendo desde o início, “Você estará usando morfina e um monte de drogas, você vai está muito focado. Eu não acho que você deve comer muito para interpretar esse personagem .” Acho que a única vez que eu comi durante a primeira temporada foi no episódio piloto, onde eu comi algumas batatas fritas. Eu não como muito enquanto me preparo para a série. Eu estava devorando batatas fritas durante aquela cena como ninguém. Eles poderiam ter me dito para ir devagar em algum momento. Eu entrei nesse regime. Eu trabalhei com Paul Thomas Anderson uma vez, e ele disse: “Isso vai fazer alguma coisa no seu rosto.” Para um cara como ele, se você pode observar pelo que ele está passando, é menos trabalho que você tem que fazer como ator quando a câmera está rolando. E quanto a você? Você já fez isso muitas vezes em sua carreira. Olhe como você estava esguio em Sherlock.

DOWNEY JR .: Grande parte daquilo foi sorte. Você verá que a cada dez anos, torna-se mais difícil. Portanto, eu quero fazer uma outra entrevista com você em 2036, e vamos ver como vai ser. Então, olhando para o futuro a questão é que muitos de nós estarão prestando atenção nas escolhas fazemos e os desafios que trazemos para si. Eu sei que é impossível planejar isso, porque você só sabe o que vai fazer quando você está fazendo. Mas se você tivesse uma ideia, mais ou menos, como seria o tipo de transição que você faria desta série para a próxima fase de sua carreira… Seria uma pergunta justa para trazer neste momento?

MALEK.: Seria sim, porque é algo que eu penso diariamente. Eu não quero que as pessoas olhem para trás e pensem: “Esse personagem [Elliot Alderson] foi inteiramente na sua zona de conforto, e ele provavelmente vai acabar interpretando um monte de caras paranoicos que têm teorias de conspiração.” O que poderia facilmente acontecer! Já tive minha cota preenchida de filmes de conspiração dos anos de 1970. Eu adoraria escolher algo novo, o que pode acontecer em breve. Se as pessoas certas estiverem envolvidas e o roteiro for tão poderoso, eu gostaria de fazer algumas escolhas ainda mais loucas.

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