Confira a última parte da entrevista do Robert para a GQ Style:

GQ: Quantos animais de estimação você tem?

Robert: Oito – se você não contar o peixe. Dois gatos, duas cabras e quatro alpacas. (Ele esqueceu dos cavalos)

GQ: E como é ter quatro alpacas?

Robert: Normal, assim como aconteceu. Eu tive uma conexão momentânea com Fuzzy [Nome de uma de suas alpacas] essa manhã. Eu tenho que dizer, ela estava umas 50 jardas de mim. Você sabe essa história da Costa Leste, conversas rápidas como, “Eai?” , foi o que tivemos essa manhã.

GQ: Em qual trabalho você acha que estava melhor, no geral?

Robert: Em Beijos e Tiros (Kiss Kiss Bang Bang). Quando eu estava assistindo aquele filme, eu disse, “Você é lindo. E agora… você tem que aceitar o fato de que vai envelhecer o mais graciosamente possível.” E eu acho que também, era por que eu e minha esposa estávamos ‘marchando’ [mais ou menos como se só tivessem seguindo em frente, sem obstáculos]. Sem filhos. Ainda não estávamos casados. Não víamos nada além de nós mesmos. E nós tínhamos um projeto. E o diretor era Shane Black. O qual você sabe, é difícil de não adorar. E 35 cenas gravadas a noite, então imagina, estávamos exaustos. Mas eu acho que existe alguma coisa sobre dormir até as duas da tarde todos os dias, o que me lembra dos clubes quando eu era adolescente. Era uma fase muito boa.

GQ: Qual a sua fase mais lamentável?

Robert: [pausa] Eu não lembro muito bem, é como se tivesse um borrão na minha mente, mas eu me recordo um pouco: Eu estava em Tenerife por uma semana [é uma ilha do arquipélago das Canárias pertencente a Espanha]. Uma ilha larga e cheia de vulcões. Eu me meti em tantos problemas, que era como se a ilha dissesse pra eu ir em bora. Exceto pelos meus novos amigos. Tinha um bar lá na ilha que eu sentia que seria a minha Casablanca [Casablanca é um filme norte-americano de 1942 dirigido por Michael Curtiz. O filme conta um drama romântico na cidade marroquina de Casablanca sob o controle do da França de Vichy.], eu ia colocar minha caixa do correio ali. Eu bebi tudo daquela ilha.

GQ: Espere, eu perguntei qual foi a sua fase mais lamentável. O que você achou que eu ia perguntar?

Robert: Quando você disse ‘lamentável’, eu pensei que você queria dizer ‘vergonhoso’. Como, um lugar onde você teve um fim de semana perdido particularmente debochado?

GQ: Você deu uma resposta mais interessante do que a que eu tinha perguntado. Eu estava pensando, se tem uma fase da sua vida em que se arrepende das roupas que usou.

Robert: Eu diria que o meio dos anos 80, onde eu queria usar, cartola, bengala e suspensórios [risos]. Tem um lugar na Sunset BLVD, do outro lado da rua perto do Chateau, chamado Oscar’s. Que é um incrível pub inglês, músicas com banjo …você entende? Não tem gelo nos drinks…então eu acho que isso tenha me inspirado…[ele se refere ao estilo da era Vitoriana]

GQ: Você se parece mais com o seu pai agora que está mais velho?

Robert: [pausa] Bom, ele é um cara bem excêntrico [pausa] eu sei que a qualidade das nossas conversas, são as conversas propriamente ditas, que eu não tinha quando eu estava com meus 30 anos. Mas eu acho que a maior questão é que você se torna mais ansioso e concentrado ao passar dos anos ou menos ansioso e menos concentrado. E eu diria que isso depende da semana, isso agrega muito.

GQ: Quando foi a última vez que você falhou em alguma coisa?

Robert: Semana passada, Exton não queria dormir. Eu disse a Susan “Eu dou um jeito nisso”. Nós estávamos acordados a noite toda, já era umas 03:09 da manhã. Não achei que foi vergonhoso ou que eu falhei, senti como se fosse uma humilhação [risos]. Como se você se sentisse doente e cansado mas você continua mesmo assim.

GQ: Como você se imagina aos 70 anos?

Robert: Teimoso.

GQ: Mais teimoso do que você é agora?

Robert: Quer dizer, é um objetivo que vale a pena trabalhar.

GQ: Existe uma idade para se aposentar em Hollywood?

Robert: 65 anos.

GQ: Por que 65?

Robert: Olha, eu só preciso de um plano para 14 anos. É só isso. Eu tenho 7 projetos antes de começar a tomar chá.

GQ: Enterrado ou cremado?

Robert: Criogenado.

GQ: Sério?!

Robert: Tem que ser. É inconveniente. É caro. Mas vai ser o problema de outra pessoa. Quer dizer, qual é. Mas fazer na morte o que fazemos na vida.

GQ: Isso é realmente o que você quer?

Robert: É tudo fantasia. Meu único desejo para a morte é partir com a mente aberta. Você sabe. Você tem uma lata de Reddi-wip (chantilly) vazia na sua mão. Você tem a sua diversão. Está vazia. Agora você nem pode mais usa-la para o que ela é feita. Você não pode mais colocar em uma torta Pecan.

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